Eu acho que eu gosto do cheiro das maçãs, mas por vezes eu prefiro as laranjas e as pitangas. Só não quero beber sozinha todo aquele licor, não quero saborear sozinha as gotas alcoolizadas mergulhando em minha garganta.
Sinto o sopro forte do vento balançando as árvores e meus cabelos.
Enquanto adormeço o som dos pássaros se distancia, mas em qualquer brisa mais forte eu desperto. Junto desperta toda a leveza que fugindo lentamente se afasta de mim, e quando me dou por conta, já não sou mais aquilo que estava gostando.
Se não salvar eu não me importo, deixa no meio virtual que se apaga tudo o que de novo produzi, ofereço meu testemunho a realidade que não existe.
O texto termina tão logo desperto, quanto mais meus olhos se abrem, mais me afasto de mim mesma e de qualquer mergulho sóbreo de ventura.
Detesto ser interrompida quando mergulho em mim mesma, mesmo que seja eu a interruptora.
Acho mais estranho ainda pensar em cheiros quando não me sinto capaz de senti-los em sua essência.
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